segunda-feira, 22 de junho de 2015

12º Arraial Afro Julino da Comunidade Jongo Dito Ribeiro (2015)

O Arraial Afro-Julino da Comunidade Jongo Dito Ribeiro é a maior festa organizada pela sociedade civil em Campinas e região, com a participação de cerca de 4000 pessoas. É uma festa julina anual com duração de 18h, que ocorre sempre no segundo sábado do mês de Julho. Este ano será no dia de 11 de Julho,  sábado, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, que também abriga o primeiro Centro de Referência Jongueiros do Sudeste - Comunidade Jongo Dito Ribeiro, do estado de São Paulo.

A festa inicia tradicionalmente com o terço a São Benedito e depois segue com apresentações culturais e artísticas de grupos parceiros de diversas localidades do estado de São Paulo, entre outros estados, do segmento afro e negro. Tem jongo, samba, maracatu, rap entre outras misturas e manifestações culturais afro-brasileiras, além da disposição de barracas de comidas típicas da culinária afro, pratos julinos, vestuários e artesanato.


Em 2009 o Arraial foi inserido no calendário oficial do Estado de São Paulo, dada a importância e referência do evento e a divulgação que promove da cultura afro em sua diversidade. Em 2014 o Arraial foi inserido também no calendário oficial do município de Campinas, alcançando o reconhecimento local e fortalecimento da Comunidade Jongueira que é um dos únicos Patrimônios Culturais imaterial reconhecido na cidade.

A Festa acontece na sede da comunidade, a Casa de Cultura Fazenda Roseira, sede instalada em uma antiga fazenda, na periferia de Campinas/SP. A entrada é 1kg de alimento não-perecível, os quais, serão doados para o banco de alimentos da Prefeitura Municipal de Campinas.


Toda a elaboração, desenvolvimento, divulgação e organização do Arraial é realizada pela própria Comunidade, unindo gerações, amigos, parceiros e familiares no maior evento realizado pela  Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira - Rua Domingos Haddad, s/n° 01 em frente ao Hospital da PUCC II, dentro do Residencial Parque da Fazenda - rua s/ saída.
Infos: 19 99134-3922 | 19 3227-5633 | 19 98106-7238 | 



Veja a Programação Completa


               
Terço a São Benedito



O terço é uma das formas com que agradecemos a São Benedito por sua proteção a Comunidade Jongo Dito Ribeiro – Campinas/SP.


Capoeira IBECA 





Trata-se de uma apresentação coreografada, através da música e do teatro mostra-se a dura realidade do trabalho das colônias de pescadores no litoral brasileiro, misturados com a magia e a beleza da nossa cultura.

Coral AFRO Laranjalense


Coral Afro Laranjalense - Grupo de Dança da Associação Amizade da Terceira Idade Nos Passos e Compassos


Samba de Yaya


Idealizado por Tatiana Rocha, o “Samba de Yayá” nasceu com a intenção de apresentar o repertório de samba de roda, ajudando assim na divulgação do samba do Recôncavo, enaltecendo sua importância e valor, além de propiciar formas de diálogo que respeitem a diversidade cultural. Tatiana foi a Cachoeira, uma das cidades baianas mais importantes para o samba de roda, e teve a oportunidade de pedir a benção e permissão de fazer um samba de roda em terras campineiras a Dona Dalva Damiana, uma das mais importantes compositoras do gênero. Dona Dalva, no alto de sua imensa gentileza que só as pessoas com quase noventa anos tem, disse: “ Quem abençoa é Deus. Mas faça mesmo porque o samba de roda agradece.”
E assim foi.

 Urucungos, Puítas e Quijengues



Fundado em 1988, o grupo tem como missão principal resgatar, preservar e divulgar a cultura popular brasileira, de acordo como se manifesta nas suas origens, apresentando-a ao público em forma de arte.

Banda Choque Vermelho

 
O Show do Choque Vermelho trás um repertório que segue numa embutida capaz de envolver seu público desde o início de sua performance. Modo que o clímax vai chegando ao auge de acordo com o avanço do repertório - este, por sinal, muito bem selecionado, além de composições próprias. Seus integrantes são gente de teatro, comunicadores sociais, militantes envolvidos com a enfervescente cena da cultura popular, de resistencia e periférica de Campinas e... músicos. Estar num show do Choque Vermelho é como estar dividindo o palco com este. Músicas brasileiras e latinas que trazem mensagens sociais, conquistas, buscas e outras milngas mais.

Jongo de Tamandaré -Guaratinguetá


Constituiu em 2004 a Associação Jongueira do Tamandaré de Guaratinguetá, que desenvolve o Projeto Bem-te-vi em parceria com a Associação Cultural Cachuera! e a Associação Quilombola. Há cerca de 10 anos, a Comunidade do Jongo do Tamandaré apadrinhou a Comunidade Jongo Dito Ribeiro. Dançado, sobretudo, nas festas juninas, pais, irmãos primos, tios e agregados podem se reunir para brincar o jongo.


Jongo Filhos da Semente - Indaiatuba



 
Grupo de Jongo Filhos da Semente nasceu em Indaiatuba, interior do estado de São Paulo, a partir de oficinas e vivências de jongo realizadas em 2012, dentro do projeto Memórias e Batuques. Este projeto foi coordenado e desenvolvido pelos barrenses Jociara Souza e Leonardo Marinho e pela paulistana Marina Costa.


Ilú Obá de Min - São Paulo



Bloco Afro Ilú Oba De Min é uma intervenção cultural baseada na preservação de patrimônio imaterial, trazendo para a região urbana antigas tradições sobre matrizes africanas e afro. 

Grupo Tosskera


 


T.o.s.s.k.e.r.a , projeto de mc's formado no final de 2008 , com rimas feitas no melhor estilo '' fora do padrão'' em boas batidas ...


Doutor Sinistro
 

Doutor Sinistro: Rapper/ militante/ Dj e ativista da cultura hip-hop, iniciou a sua carreira/ caminhada ainda no final dos nos 80, tocando nos festas de amigos, e também enquanto dançarino de funk-soul, sendo que no início dos anos 90, começou no RAP


Fuluke e Máfia Africana




O grupo Máfia Africana é um coletivo musical que tem raízes na música negra popular, com influências do camdomblé ao jazz. Com repertório de músicas próprias, as letras dialogam sobre a cultura preta ancestre e atual. Resgatando e fortalecendo os três pilares desta cultura através do RAP: oralidade, ancestralidade e resistência. As rimas em pretoguês de "Fuluke" dão sentido à intervenção musical dos toca-discos e samplers de "Xegado", acompanhado pelo toques dos tambores de "Brendon" e a força das vozes e cânticos de "Meire".


Comunidade Jongo Dito Ribeiro



A Comunidade Jongo Dito Ribeiro é formada por um grupo que reconstitui a manifestação do jongo em Campinas/SP por meio da memória de familiares de Benedito Ribeiro e outras pessoas que se encontraram e se reconheceram como jongueiras.


Aureluce e Banda



Aureluce Santos nasceu em Campinas e ensaiou suas primeiras notas no Coral Maria Neves Baltazar até se revelar ao interpretar vários sambistas. Atualmente é reconhecida como “a dama do Samba de Campinas”, atraindo uma plateia de todas as idades.

 Senzala Hi tech - São Paulo


Diogo silva, Mc Sombra, Juniao e Dj Ajamu. Várias influências artísticas juntas compondo uma senzala

 Jongo de Miracema - Miracema - Rio de Janeiro


O Caxambu de Miracema mantém sua tradição por iniciativa do próprio grupo, que tem Dona Aparecida Ratinho como mestra. Ao longo dos anos e de suas atividades, o Caxambu resistiu. Apesar de ainda enfrentar o preconceito racial e a intolerância religiosa, o grupo luta pela manutenção dessa atividade cultural, investindo na formação de jovens lideranças jongueiras e na valorização da identidade negra na comunidade do Morro do Cruzeiro. Dentre as principais atividades que o Caxambu de Miracema desenvolve estão rodas semanais, oficinas com crianças e jovens, apresentações, e o trabalho em escolas e em eventos na cidade e na região.


Batuque de Umbigada -Projeto Casa de Batuqueiro - Piracicaba



Após um período de atuação sem nominação deste trabalho específico junto ao grupo de Batuque de Umbigada, houve a necessidade de nominar este trabalho para distingui-lo do restante das ações desenvolvidas pelo grupo, anteriormente mais voltadas ás apresentações.Foi assim que nasceu o Projeto Casa de Batuqueiro, que além das ações já desenvolvidas, passou a ser tambem trabalho permanente de pesquisa e inserção social do batuque e outras manifestações tradicionais de origem negra como o jongo e o samba-lenço. O Projeto Casa de Batuqueiro é deste modo um canal de diálogo entre a comunidade e desta para com o mundo, tornando-se assim um processo de continuo de fruição e aprendizado, cuja prioridade é o respeito aos mais velhos e a ancestralidade.
 

No Porão DJ Barata recebe: DJ JP,  DJ Taynara, DJ Chakal



Lucas Barata é natural de Salvador, Bahia. Sediado em São Paulo desde 2001 realiza atividades como DJ, Produtor Cultural, Pesquisador Musical e Livre-Radialista. Como DJ, se interessa mais particularmente pelos ambientes que a música pode ajudar a criar do que pelos processos de audição propriamente ditos, e defende a discotecagem como um motor de dinâmicas sociais, estéticas e festivas, como uma ferramenta de construção de espaços e relações.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Manifesto Crespo


Mais que um simples símbolo estético, cabelo é cultura e para os negros representa um ato político e a vontade de quebrar velhos padrões. Seja na curva dos cachos, no comprimento dos dreads ou no formato simétrico de um black power, é fundamental que cada vez mais negros e negras entram em contato direto com sua ancestralidade africana e tenham orgulho de suas coroas, valores que o Manifesto Crespo, com maestria vem ensinando ao país.”

(Coletivo Manifesto Crespo)



Nos dias 23 e 24 de maio o Coletivo Manifesto Crespo esteve em nossa casa em um encontro com a Comunidade Jongo Dito Ribeiro e outras atividade abertas ao publico . As vivencias foram multiplas , roda de conversa sobre o movimento feminista negro, oficina de jongo e feitura de turbante, refeições coletivas e noite musical.




 
O coletivo tem como foco central a discussão sobre como o cabelo crespo pode e deve ser encarado de uma forma criativa, fazendo com que se desmistifique a ideia de que existe cabelo ruim.

O trabalho nasceu a partir de discussões sobre as diversas questões do universo da cultura afrobrasileira, suas produções artísticas e estéticas, buscando reconhecer seu valor e fortalecer a memória e a autoestima de mulheres negras, numa luta pelo resgate das nossas origens - uma vez que o Brasil conta com a maior população originária da diáspora africana.

Acreditam que o corpo negro e sua cultura são fonte de infinita criatividade e beleza!

Ações:
Tecendo e Trançando Arte – Vivência educativa para todas as idades com as tranças, dreads, tecidos e penteados afro como um saber e expressão artística ancestral.

Di Rainha – Africanidades, arte, festa e mulheres em evidência.
Crespos debates – Diálogos e encontros sobre o universo do corpo, cultura e diversidade.

mais infos:





A vivência foi intensa mulheres negras juntas , contando suas histórias e encontrando suas raizes,
nossa jongueira Dandewara fala sobre a importância desse encontro :

“ Achei muito interesante o final de semana com o pessoal do Coletivo Manifesto Crespo, principalmente aquela roda de conversa que a gente teve a presença de mulheres negras que vem atuando no MMU ha muito tempo que abrinram o caminho, a discussão do protagonismo da mulher negra, o envolvimento dela na politica.

Mostrou as vulnerabilidades que ainda a gente encontra apesar de todo esse empoderamento, dessa luta e mostrou a vulnerabilidade que a mulher negra enfrenta no mercado de trabalho o fato dela ser mã, como a discriminaçâo é muito forte, e como a gente pode lhe dar com isso não só na area educacional mas no dia a dia,

Foi muito bacana isso, e o os relatos de vivências tanto delas quanto os nossos, e que apesar de sermos um coletivo completamente , o Coletivo Manifesto Crespo e a Comunidade Jongo Dito Ribeiro, mas que temos os mesmo ideais, as mesmas lutas de mulheres negras que procura conquistar o seu espaço e não só a conquista mas o respeito acima de tudo, isso eu gostei muito”.










Mulheres Negras empoderadas sejam sempre bem vindas em nossa casa!





texto : Comunidade Jongo Dito Ribeiro

fotos: Coletivo Manifesto Crespo